É preciso cuidar do que é realmente importante. E aprender a relevar todo o resto

A essência da gestão de tempo é dar importância para o que é de fato importante. O mais difícil é conseguir colocar de lado o que não é. Também é desafiador entender, no nosso íntimo, o que realmente importa para nós. Até porque isso é algo que muda a todo momento. Ao mergulharmos em um rio, ele já não é mais o mesmo que antes.

Às vezes, o que não é importante para nós é para uma outra pessoa com quem temos um vínculo. E aí podemos decidir se vamos cuidar da necessidade desse outro que nos importa, ou não, e em que medida faremos isso. Negociação pura, com a gente mesmo e com quem nos cerca. Especialmente com a gente mesmo, porque nossas importâncias não raro se contradizem entre si. Nada mais humano.

Dia desses, um amigo me enviou uma pergunta por Whatsapp: “Você se considera uma pessoa boa?” Não existe bom e ruim em absoluto, nem certo e errado. Não existe moral, o que deve ser feito e o que deve ser evitado. Existe o que eu escolho priorizar com base nas negociações que faço. Isso é um cálculo ético. Se eu decido atender à necessidade do outro, faço isso de maneira consciente. E me entrego à experiência, que pode ser até bem reveladora.

Nós somos bons em negociações. Como se vê nesse trecho de Robert Bly:

A psique gosta de negociar. Se, por exemplo, parte de você é imensamente preguiçosa e não quer trabalhar, uma resolução de Ano-Novo não vai adiantar nada. Tudo irá melhor se você disser à parte preguiçosa: “Deixe-me trabalhar durante uma hora e eu deixarei que você seja um relaxado durante uma hora — de acordo?”

Estar relaxado é importante para você. Pare de lutar contra isso. Apenas negocie.

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com