7 movimentos da aprendizagem [+ 2 bônus ao final]

Como descobrir e criar o novo

Quando estamos ou não estamos na escola, ou talvez, ao sermos invadidos pelas marcas da cultura escolarizante em nossos corpos e mentes, somos quase que forçados a pensar a aprendizagem como sinônimo de instrução. Quando renascemos, isto é, a partir do momento em que a boca respira fora da piscina, somos apresentados e convidados a criar uma infinitude de “novas” maneiras de aprender. Obviamente, esses caminhos não são novos, só não estávamos olhando para eles, então era como se eles não existissem para nós.

Tantas maneiras novas às vezes me causam confusão. É um sufoco, respirar de novo imediatamente após acharmos que iríamos morrer.

O intuito, então, foi o de pensar que ações ou movimentos estão por trás desses métodos. Isso me ajuda a organizá-los. Se já se sabe que a aprendizagem é um fazer, o que precisamos fazer para aprender? Quais são as atitudes fundamentais do sujeito epistemológico, como diria Paulo Freire?

É claro que isso que proponho é uma hipótese, uma construção provisória. Além disso, é apenas um exercício heurístico, não uma tentativa de encaixotar palavras nem de exaurir o tema. Os movimentos se entrelaçam, são realizados em conjunto, as fronteiras entre um e outro são borradas. (a representação gráfica abaixo não faz jus a isso, fato. Se algum designer estiver lendo e puder ajudar, agradeço muito!) Mas, talvez, a reflexão seja útil para nos alertar como o aprendizado humano é um fenômeno multifacetado, complexo e absolutamente fascinante.

Bônus: Sustentar (oitavo movimento)

Aprendi com a Adriana Costa: é preciso sustentar a aprendizagem no (e com o) corpo. Isso significa desligar o pensar, dando folgas para a atividade intelectual por meio do caminhar, do fazer artístico, do contato com diferentes texturas, cheiros, cores, paisagens. Sem sustentação, o aprendiz corre o risco de “travar”, de entrar em looping, de se esgotar, de não conseguir ver um palmo a frente do seu nariz. Em outras palavras, ele se vê paralisado na movimentação que a espiral da aprendizagem requer dele.

Imagem compartilhada pela Adriana Costa no Facebook.

Bônus 2: Compartilhar (nono movimento)

Já falei muito aqui no blog sobre como compartilhar não apenas o que se sabe, mas o que se está descobrindo é uma potente via de aprendizagem. Tem muito a ver com o interagir (outras pessoas terão acesso ao que você está aprendendo), com o deslocar-se (você muda de lugar, de alguém que está buscando para alguém que está comunicando/mostrando o que concluiu) e com o experimentar (finalmente, você vai lá e coloca a boca no trombone, isto é, todo compartilhamento de conhecimento é um teste, um protótipo, uma nova proposição que, agora, se sustentará ou não no contato com o mundo).

10 princípios do livro Show Your Work, de Austien Kleon.

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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