Quando eu estava desenhando o MoL no início de 2020, o nome Masters of Learning soava bem pra mim.

Era forte, imponente, grandioso.

Pouco depois da primeira turma se formar, porém, eu logo percebi que todo mundo preferia MoL.

Mais simples, mais amigável, mais quentinho.

Não só as pessoas preferiam MoL, como também começaram a criar inúmeros trocadilhos e brincadeiras com o nome: MoLeques, MoLegal, MoLinho, MoLejo, MaleMoLência.

Teve até o grupo de estudo “MoLheres Autodirigidas”, que se reuniram para ler coletivamente o livro Mulheres que correm com os lobos.

E o “MoLep”, um app criado por membros da comunidade…


Augusto de Franco afirma que, em mundos altamente conectados como o nosso, se perceber como indivíduo — ou seja, uma entidade separada do todo — é uma ilusão (há quem diga que isso é verdade também em uma dimensão cósmica, e eu tendo a acreditar nisso).

Indivíduos, na verdade, são pessoas, e toda pessoa já é rede.

É impossível que alguém se torne uma pessoa, no sentido de um ser humano funcional, sem receber cuidado e afeto, além de conviver ativamente com outros seres humanos. “Uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas”, afirma a filosofia Ubuntu.

Nesse processo…


Meu texto de hoje é, ao mesmo tempo, dica de livro, convite e homenagem.

Começando de trás pra frente, ontem, dia 19 de setembro de 2021, foi o dia em que Paulo Freire completaria 100 anos.

Sem cair no culto aos heróis, quero aqui celebrar esse ser humano que fez da aprendizagem sua luta primordial. Que percebeu profundamente as contradições do sistema e cuja vida foi dedicada à justiça social.

Paulo Freire me influenciou muito e eu me lembro com frescor dos dias em que devorei alguns de seus livros pela primeira vez.

Quanto ao convite, é para que, juntos…


Se me sinto distante de algo ou alguém, com frequência minha mente idealiza.

Idealizar = romantizar, imaginar apenas as coisas boas, se desconectar da realidade, desumanizar.

Se me sinto próximo a algo ou alguém, com frequência minha mente cristaliza.

Cristalizar = petrificar julgamentos e interpretações, parar de prestar atenção, se tornar indiferente, automatizar.

Ambas as operações, idealizar e cristalizar, compartilham da mesma base:

“O momento em que achamos que sabemos algo é o momento em que perdemos a conexão” (David Shidoll)

Uma solução não óbvia? Brincar de elástico: distanciar e se aproximar, distanciar e se aproximar, distanciar e se aproximar.

A distância é cura para a proximidade tanto quanto a proximidade é cura para a distância.

Publicado originalmente em www.alexbretas.com.


Só esta semana, ouvi algo mais ou menos assim duas vezes:

“Alex, nós queremos que as pessoas da nossa empresa entendam que elas estão aprendendo o tempo todo, em todo lugar”.

Eu entendo de onde vem isso.

Se a escolarização tradicional nos ensinou que lugar de aprender é só na sala de aula, agora queremos que esses muros sejam quebrados.

E se um dia acreditamos que o tempo de aprender era somente o tempo protocolar da instrução formal — equivale dizer, do despejamento de conteúdo sobre nossas cabeças -, agora queremos que todo segundo conte como tempo de aprendizado.

Compartilho…


Craig Wright passou duas décadas estudando a vida de pessoas consideradas “geniais”.

Sua definição de gênio é interessante, pois vai além de inteligência ou mesmo criatividade.

Para ele, ser um gênio é causar um impacto transformador e duradouro na vida de muitas pessoas. E não precisa ser só na ciência — Lady Gaga, por exemplo, é um dos exemplos citados por ele.

Encontrar algo que te fascina, trabalhar duro nisso e combinar insights de áreas do conhecimento diferentes são alguns padrões de comportamento dos gênios, na visão de Wright.

O problema é que, com alguma frequência, pessoas geniais se tornam…


Comece a catalogar histórias.

Suas mesmo e também de outras pessoas.

Essas histórias não precisam ser complexas. Elas só precisam ser humanas.

Use essas histórias para compor sua narrativa e dar significância aos pontos mais importantes.

Quanto mais você repete uma história, mais ela se torna um símbolo, pra você mesmo e para os outros.

A cada momento que uma história é contada, ela sutilmente ganha contornos novos — às vezes é uma nova palavra, às vezes é uma nova cena, às vezes é um novo sentimento ao contar.

O ouvido humano é treinado para ouvir histórias. O cérebro humano…


Criar a própria história é difícil.

A maioria das pessoas está simplesmente seguindo os scripts que a vida lhes entregou. “Toma, faz isso, depois isso, agora isso”. Uma trajetória inercial.

Dentre as dores e delícias de se criar a própria história, existe um tipo de desafio especialmente difícil: dar um salto rumo ao desconhecido.

Sabe, quando a vida — não a que você hoje vive, mas aquela que está lá no horizonte, implorando para te conhecer — pede pra você se jogar?

Pois é.

É fundamental se preparar para se jogar, aprender a cair, aprender a levantar. …


O poder da apreciação no aprendizado já é um terreno conhecido pra mim.

Escrevi um ensaio sobre isso para o livro Se Joga Que Aqui Tem Rede ano passado. Além disso, uma das propostas do Desafio 10 Dias de Hábitos de Aprendizagem também abordou esse tema.

Pensamos melhor na presença da apreciação. Nosso cérebro se desenvolve mais a partir do que “está dando certo”, e não do que “está dando errado”.

Mas e se, além de afirmação, apreciar também pudesse ser pergunta?

E se pudéssemos, além de devolver aquilo que deu certo na nossa percepção, ajudar o outro a explorar…


Existe uma ideia insistente na nossa sociedade que diz que o pensamento deve ser separado da ação.

Que o ato criativo deve ser separado da execução.

Que a teoria deve vir separada da prática.

Mas quem pensa precisa agir. E quem age precisa pensar.

Tudo bem termos momentos específicos para focar em uma ou outra coisa. Isso é bem-vindo.

Mas, se o pêndulo para de se mover, não há frescor, não há inovação.

Pior ainda é quando criamos castas para separar as pessoas: o acadêmico e o técnico, o doutor e a enfermeira, o engenheiro e o pedreiro, o CEO…

Alex Bretas

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store