A cabeça pensa onde os pés pisam

Existe uma ideia insistente na nossa sociedade que diz que o pensamento deve ser separado da ação.

Que o ato criativo deve ser separado da execução.

Que a teoria deve vir separada da prática.

Mas quem pensa precisa agir. E quem age precisa pensar.

Tudo bem termos momentos específicos para focar em uma ou outra coisa. Isso é bem-vindo.

Mas, se o pêndulo para de se mover, não há frescor, não há inovação.

Pior ainda é quando criamos castas para separar as pessoas: o acadêmico e o técnico, o doutor e a enfermeira, o engenheiro e o pedreiro, o CEO e o estagiário.

Alguns deles são autorizados a imaginar, pensar, criar. Para outros só sobra a ação, a execução, o trabalho braçal.

Com o tempo, a gente vai se acostumando com esses rótulos. Nos fundimos com eles. E aí a profecia se realiza: alguns só pensam, outros só agem.

“A cabeça pensa onde os pés pisam” (aprendi com o Frei Betto). Os pés precisam visitar outras paisagens e o coração precisa sentir outras emoções para pensarmos melhor.

Até porque “uma mesa de escritório é um lugar perigoso de onde se ver o mundo” (John le Carré).

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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