Quando eu era criança, me diziam que eu pisava errado. Minha pisada era “pra dentro”, diziam os especialistas em pisadas. Eu pisava torto, na visão deles. E isso não podia ser. Meus pais foram convencidos pelos especialistas e me colocaram na fisioterapia, que era do lado de casa. Eu ia andando e, no caminho, ficava testando diferentes pisadas para entender o que era, afinal, que as pessoas esperavam do meu caminhar. Foram várias sessões corretivas intermináveis. Até que, no trajeto até a clínica, me lembrei do meu primo que andava com os pés mega pra fora. Naquela sessão, decidi fazer o que esperavam que eu fizesse: ao final, quando a fisioterapeuta me pediu para caminhar por uma curta distância para ver o quanto eu havia “progredido”, andei com os pés desmedidamente pra fora. Eu era, naquele momento, meu primo. A doutora me olhou e disse: “Nossa, mas você agora está andando perfeito! Acho que terminei meu trabalho aqui”. E assim eu descobri que, às vezes, precisamos fazer o que se espera de nós para conseguirmos nossa carta de alforria.

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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