Aprender como um artista

Um dos meus filósofos preferidos — nutro uma relação de amor profundo com ele, por uma via emocional até mais do que racional — , Paul Feyerabend publicou em 1984 um livro chamado “Science as Art” (“A Ciência como Arte” em tradução livre).

Sem entrar nos méritos do livro porque não caberia aqui, fico pensando em como seria a aprendizagem como arte.

O que um artista faz? Ele cria, nomeia, questiona, provoca.

Pois eu acredito que o aprendiz que se move a partir de sua motivação intrínseca aprende justamente assim.

Aprender como um artista me parece um ato de estranhamento do mundo, visando não somente seu entendimento passivo, mas sobretudo sua construção ativa.

Mas o que estou tentando dizer é mais do que construtivismo.

Porque o artista não apenas constrói o mundo que sua arte revela, mas ele também o constrói poeticamente.

Esse advérbio “poeticamente” muda tudo.

Não estou falando necessariamente da poesia com versos e estrofes. Estou falando de um olhar poético para a vida e seus fenômenos — entenda como uma “imaginação aguçada”, um “deslocamento dos sentidos” ou, melhor ainda, uma “vontade de fazer arte”.

Aprender como um artista é possível em qualquer domínio que você esteja aprendendo. Basta ler Manoel de Barros, que vai muito além das linhas.

Obs.: para aprender a aprender como um artista, eu lancei o Desafio 10 Dias de Hábitos de Aprendizagem, totalmente gratuito.

Saiba mais sobre esses hábitos e inscreva-se agora em http://alexbretas.com/desafio.

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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