A competição é uma estratégia de controle. Competições implicam em pessoas vencedoras e perdedoras. Para separar quem vence e quem perde, há uma definição do que é melhor, do que é esperado de quem vence, e essa definição é dada a priori. Não é comum as pessoas participantes da competição influenciarem nos critérios para selecionar quem vencerá. Toda ideia do que é melhor, do que é mais adequado, é criada por alguém imersa em uma cultura. A cultura, não raro, oprime. Usualmente, se eu crio um concurso, eu digo o que é melhor — e, por consequência, o que é pior. O perigo é tomar isso como algo absoluto, como se as coisas da vida pudessem ser mensuradas por uma régua única. Na verdade, réguas não servem à vida. Elas servem ao controle. O controle é sempre ruim? Não. Mas é preciso utilizá-lo com consciência.

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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