4 condições para o cultivo de comunidades de aprendizagem autodirigida

Comunidades de aprendizagem autodirigida são fenômenos complexos e diversificados. Dessa forma, o exercício de “encontrar” certas condições ou princípios necessários para a sua emergência e sustentação é, sem sombra de dúvidas, um reducionismo.

Ainda assim, talvez seja um exercício interessante.

Com a devida consciência de que “o mapa não é o território”, exponho abaixo quatro condições que neste momento considero essenciais para o cultivo de comunidades desse tipo.

Autonomia

Conexão

Ritmo

Progresso

Obs.: no que se refere à autonomia, é preciso dizer algo mais. Um ambiente livre, pressuposto para que a conquista da autonomia possa se efetivar, não é um ambiente onde “todos podem fazer o que quiser”. Se assim fosse, as relações de poder e as diferenças estruturais de privilégio “comeriam” toda a liberdade dos menos privilegiados. Toda relação pressupõe poder. Toda a sociedade é marcada por desigualdades sistêmicas. Desníveis de privilégio entre as pessoas estão conectados com absolutamente tudo que elas forem fazer e aprender. A interação dentro da comunidade é afetada por esses desníveis; a capacidade de criar e aproveitar oportunidades de aprendizagem; a própria capacidade de conquistar autonomia, que embora seja possível para todos, é muito mais difícil para uns do que para outros com base em influências familiares, raciais, de gênero, econômicas, etárias etc. Por isso, uma comunidade livre deve ser uma comunidade que ativamente cria mecanismos para equalizar o máximo possível essas assimetrias, inclusive medidas para conscientizar os membros a respeito dessas diferenças e recrutá-los na promoção da verdadeira liberdade: a inclusão.

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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