Os Conteúdos, Experiências, Pessoas e Redes (CEP+R) mais marcantes da minha jornada em aprendizagem autodirigida

Sabe quando você vive alguma coisa com muita intensidade? Daquele jeito que te lembra o tesão que é viver?

É assim que eu encaro minha jornada de autoeducação. E como em toda jornada, fui colecionando algumas pérolas pelo caminho.

É disso que quero falar aqui. Das preciosidades que minha busca me revelou.

O tema é aprendizagem autodirigida. Engraçado que só fui descobrir esse termo depois de anos pesquisando sobre isso.

Para conceituar aprendizado autodirigido, uso muito a definição do Blake Boles. Pra nós, aprender dessa forma significa:

  • Escolher aprender, estudar ou praticar algo porque é interessante, importante ou significativo pra você
  • Buscar de forma proativa pessoas, recursos, parceiros e demais ajudas que você precisa ao longo do caminho
  • Definir o sucesso da aprendizagem nos seus próprios termos
  • Assumir a responsabilidade final pelo resultado de seus esforços

Quando esses fatores atuam em conjunto, estamos falando de aprendizagem autodirigida. Muito diferente da educação que vivemos na escola, né?

Tive dificuldade de selecionar poucas coisas pra compor esse material. Eu queria que você pudesse conhecer TUDO que me impactou nesses anos de estrada.

Mas não dá. Estou tentando melhorar minha habilidade de curadoria de conhecimento. Depois me conta se está dando certo.

Se você ler tudo que coloquei aqui, você viverá um pouquinho da jornada comigo.

Se você for atrás dos conteúdos, experiências, pessoas e redes que listei, tenho certeza que você ampliará muito seu repertório no campo da aprendizagem.

Conteúdos, Experiências, Pessoas e Redes são as fontes que compõem o CEP+R. Quero te contar um pouco mais sobre isso.

Onde ir para aprender

O CEP+R resume nossas principais fontes de aprendizagem.

Sempre que queremos aprender algo, nós vamos buscar em algum lugar. Esses “lugares” são nossas fontes.

Vejo muita gente achando que aprender é só consumir conteúdo. Ler livros e artigos, ver vídeos no Youtube e ouvir podcasts.

Aprender não é só isso. Existe um mundo para além do conteúdo. Ou melhor, três.

A seguir, vou te contar um pouco sobre as quatro fontes do CEP+R.

Conteúdos: bem, você sabe o que é. A escola nos ensinou que aprender é ler, decorar, estudar. Só que hoje, boa parte do conteúdo está disponível no Google, e o Google está no nosso bolso. O desafio é conseguir filtrar a enorme quantidade de livros, palestras e demais materiais disponíveis online. Por isso, desenvolver uma boa habilidade de curadoria de conhecimento é essencial.

Experiências: são o playground da aprendizagem. Quando você testa algo na prática pra ver se aprendeu, você está tendo uma experiência. Quando você sai do estudo e vai viver, sentir, experimentar, isso também é experiência. A educação tradicional é muito mental. E o grande segredo das experiências é que você pode criá-las ativamente. Você pode criar desafios e vivências criativas pra você mesmo. E isso acelera muito o aprendizado.

Pessoas: desde que a espécie humana aprendeu a se comunicar, pessoas são fontes essenciais de aprendizagem. Um almoço, um café ou até mesmo uma troca de mensagens no Whatsapp podem ser decisivos no seu aprendizado. É só encontrar as pessoas certas. Outros seres humanos também são ótimos para nos ajudar a curar conhecimento. Se você pedir, eles te indicarão tudo o que foi e ainda é mais relevante pra eles em relação ao seu tema de interesse.

Redes: quase sempre existem grupos de pessoas com interesses de aprendizado semelhantes aos seus. Eles podem te fornecer experiência, motivação e novas fontes de aprendizagem de uma maneira muito otimizada. Sempre que inicio um novo projeto de aprendizado, busco no Google as principais redes de pessoas que já estão mergulhadas no assunto. E isso sempre faz toda a diferença.

Agora que você já entendeu minha intenção com esse material e o CEP+R, vamos falar do que mais importa: as pérolas.

Índice

Conteúdos

  • Aprendendo o Tempo Todo (John Holt)
  • Sociedade Sem Escolas (Ivan Illich)
  • O Mestre Ignorante (Jacques Rancière)
  • Educação Democrática (Yaacov Hecht)
  • Free to Learn (Peter Gray)

Experiências

  • Caminho do Sertão
  • Financiamento coletivo dos meus livros
  • Viagem à Finlândia para a IDEC

Pessoas

  • Blake Boles
  • Traian Brumă
  • André Gravatá
  • Conrado Schlochauer

Redes

  • Agile Learning Centers (ALCs)
  • Ecoversities Alliance
  • Alliance for Self-Directed Education (ASDE)

Conteúdos

Aprendendo o Tempo Todo: como as crianças aprendem sem ser ensinadas

Ano em que foi originalmente publicado: 1989

Leia o livro na íntegra aqui.

“Acho que muitas crianças aprenderiam aritmética, e aprenderiam melhor, se fosse ilegal”.

Adoro o estilo provocante de escrita do John Holt. Antes um professor renomado em escolas formais, ele se tornou uma das vozes pioneiras do unschooling. E esse livro me marcou porque ele desconstrói muitas crenças que temos sobre a educação. Neste sentido, Holt diz que precisamos desconstruir três metáforas enganosas: a educação como linha de montagem; alunos como ratos de laboratório; e a escola como hospital para alienados mentais.

Sociedade Sem Escolas (Deschooling Society)

Autor: Ivan Illich

Ano em que foi originalmente publicado: 1970

Leia o livro na íntegra aqui.

“A igualdade de oportunidades na educação é meta desejável e realizável, mas confundi-la com obrigatoriedade escolar é confundir salvação com igreja”.

Ivan Illich foi um homem a frente do seu tempo. Ele escreveu esse livro em 1970, e nessa época ele já vislumbrava um mundo em que o ensino obrigatório havia desaparecido. No lugar disso, aprendizagem autodirigida e colaborativa ocorrendo em múltiplos lugares, a todo momento. Outro ponto genial de Illich é a denúncia quanto à escolarização da sociedade. Com ele, aprendi que nossos pensamentos, sentimentos e atitudes estão contaminados pelo “currículo secreto” da escola. A escolarização povoou nosso modo de ser.

O Mestre Ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual

Autor: Jacques Rancière

Ano em que foi originalmente publicado: 1987

Leia o livro na íntegra aqui.

Leia o texto que escrevi sobre o livro aqui.

“O que você vê? O que pensa disso? O que poderia fazer com isso?”

Eu amo Joseph Jacotot, o antipedagogo do século 18 cuja história é contada por Rancière nesse livro. Sua ideia de buscar a emancipação intelectual — e evitar o embrutecimento — me fascina. Jacotot acreditava que todas as pessoas são capazes de compreender o mundo sem a necessidade de explicações adicionais, desde que se emancipem intelectualmente. Ao longo desse processo, pode ser útil a figura de um “mestre ignorante”: alguém que ensina o que ignora. Como? Fornecendo atenção genuína, escuta e interesse nas descobertas do aprendiz.

Educação Democrática: o começo de uma história

Autor: Yaacov Hecht

Ano em que foi originalmente publicado: 2005

Compre o livro aqui.

Leia um trecho do livro aqui.

“A diversidade humana é uma das coisas mais belas que há; o combustível que alimenta nosso mundo. Ela deveria, portanto, ser a base para todos os modelos de aprendizado”.

Faça um favor a si mesmo e leia o capítulo 3 desse livro. Foi uma das principais leituras que fizeram eu me apaixonar pelo tema da aprendizagem. Yaacov Hecht, educador israelense pioneiro no movimento da educação democrática, tem o dom de escrever por meio de imagens e histórias. Desde cedo, tinha dificuldades com a escrita por ser disléxico. Sua narrativa única e poderosa até hoje é uma das minhas bases para entender a educação como ela deveria ser.

Free to Learn (Livre para Aprender)

Autor: Peter Gray

Ano em que foi originalmente publicado: 2013 (ainda sem tradução para o português)

Compre o livro aqui.

Acesse vários artigos do autor aqui.

“As crianças são biologicamente predispostas a assumir a responsabilidade pela sua própria educação”.

Peter Gray é talvez o maior cientista estudando aprendizagem autodirigida hoje. Além de professor e pesquisador no Boston College, ele também é presidente da Alliance for Self-Directed Education (ASDE). Esse livro explica detalhe por detalhe sobre porque a brincadeira e o aprendizado livre são as melhores ferramentas para os seres humanos atingirem todo seu potencial. Para embasar seu argumento, Gray utiliza referências de diferentes áreas como a biologia, neurologia, antropologia e psicologia. Precisamos traduzir esse livro!

Experiências

Caminho do Sertão

O Caminho do Sertão é um projeto socioecoliterário inspirado na obra de Guimarães Rosa, especialmente Grande Sertão: Veredas. O projeto reúne anualmente um grupo de caminhantes para percorrer 160 km durante 7 dias nas profundezas do sertão mineiro. Em 2015, eu fui um desses caminhantes. Foi uma experiência ao mesmo tempo difícil, maravilhosa e recheada de aprendizados. Por conta de tamanha intensidade, é impossível resumir o que vivi lá. No sábado, último dia do Caminho, lembro de ter acordado na minha barraca com a certeza de que escreveria sobre essa experiência no livro do doutorado informal. E assim fiz.

Acesse o site do Caminho do Sertão aqui.

Leia o texto que escrevi sobre o Caminho no livro do doutorado informal aqui (p. 63–83).

Financiamento coletivo dos meus livros

Aqui foi o começo “oficial” da minha jornada de autoeducação. Eu não fazia ideia de como realizar um financiamento coletivo. Mas, por sorte, conhecia pessoas que sabiam. Criar um projeto de crowdfunding é definitivamente uma história para contar aos netos. E ter feito isso logo no início do meu sonho foi essencial. Não necessariamente pela grana, mas sim porque me possibilitou conhecer gente. Mais de 150 pessoas confiaram em mim e no meu projeto a tal ponto que doaram dinheiro para vê-lo acontecer. Até hoje sou extremamente grato aos meus apoiadores. Eles aumentaram minha autoconfiança e meu comprometimento de uma forma que jamais vou esquecer. O financiamento coletivo me mostrou que sonhos são realizáveis.

Acesse a página da campanha de financiamento coletivo aqui.

Viagem à Finlândia para a IDEC

Logo após ter lançado o livro do doutorado informal, resultado da campanha de financiamento coletivo, fiz minha primeira viagem internacional. Alguns dos meus ídolos iam falar na International Democratic Education Conference e eu não podia perder. Morria de medo do inglês, mas fui com medo mesmo. E não me arrependi nem por um segundo. A IDEC é o evento anual mais importante do movimento global da educação democrática. Yaacov Hecht, que escreveu um dos livros que indiquei na parte de conteúdos, estava lá. E eu queria abraçá-lo pessoalmente. Mas não era só isso. Lembro de ter feito uma lista de objetivos da viagem que era algo assim:

Cumpri a maioria das coisas dessa lista. E óbvio que ela foi sendo atualizada ao longo da viagem.

Acesse uma apresentação dos meus principais aprendizados na IDEC aqui.

Pessoas

Blake Boles

Amo esse cara. E ele já produziu tanta coisa sobre aprendizagem autodirigida que fica até difícil listar tudo. Desde livros a podcasts, passando por programas de viagem para jovens unschoolers, a lista é grande. Traduzi um dos livros dele, A Arte da Aprendizagem Autodirigida, em 2016. Aliás, essa história da tradução é engraçada. Li o livro em inglês e enviei um e-mail pra ele perguntando se eu poderia traduzi-lo. Não tinha a menor ideia se ele responderia ou não. Para a minha alegria, ele respondeu dizendo que tinha interesse na ideia. E então eu disse: “mas eu quero oferecer a versão em português a custo zero, o que você acha?” E ele: “ah, eu iria propor da gente dividir os lucros. Mas zero dividido por zero é zero”.

Acesse o site do Blake aqui.

Leia o livro A Arte da Aprendizagem Autodirigida na íntegra aqui.

Traian Brumă

Além de ser um dos fundadores da Universidade Alternativa, o Traian fez uma viagem pelo mundo e conheceu dezenas de projetos educacionais inspiradores. É pra mim um amigo e um companheiro de aventuras. Assim como fiz com várias outras pessoas que queria conhecer, propus uma entrevista para o meu primeiro encontro com ele (super recomendo que você use essa desculpa para se aproximar de quem te inspira). Mais recentemente, ele está preparando um livro chamado Break / Free com foco em adolescentes que cogitam entrar em uma universidade. Sua ideia é simples e revolucionária: fazer esses jovens darem um reboot na universidade de dentro dela.

Acesse o site do Traian aqui.

Leia a entrevista que conduzi com ele aqui.

André Gravatá

Poeta e educador, o André é um amigo que aplica a poesia como ato político. Já o vi realizando cortejos, intervenções urbanas, performances, dando a volta ao mundo para conhecer escolas inovadoras… de tudo um pouco. Sempre que penso nele, me sinto mais criativo e coerente com meus valores (isso é personamimética). Não sei se você sabe, mas foi ele quem criou o termo “doutorado informal”. Lembro quando estava escrevendo o manifesto do doutorado informal e fui até a casa dele. Até aquele momento, eu havia sugerido quatro princípios: Autonomia, Percurso, Entrega e Sabedoria. Ele olhou e disse: “acho que está faltando Curiosidade aí, é o princípio de tudo”. Quando nós vimos que a sigla resultante era CAPES, nós dois rimos. Sabíamos que ali nascia algo importante.

Instagram do André: @andregravata

Acesse o manifesto do doutorado informal aqui.

Conrado Schlochauer

Parceiro e amigo querido, o Conrado é um dos principais pensadores sobre aprendizagem no Brasil. A história de como o conheci ilustra o poder que nossa rede tem de nos surpreender. Um outro amigo, o Jorge, me enviou uma mensagem no Facebook dizendo que eu deveria conversar com o Conrado. Afinal, nós pesquisávamos temas semelhantes, eu de maneira informal e o Conrado de modo formal — vulgo doutorado na USP. Ambos os processos, no entanto, foram bastante autodirigidos. Hoje, trabalho com o Conrado na teya e nos falamos quase todos os dias. Escrevemos o livro de core skills juntos, desenvolvemos o método do Learning Sprint, dentre vários outros projetos que me enchem de orgulho.

Acesse o LinkedIn do Conrado aqui.

Acesse a tese de doutorado do Conrado sobre aprendizagem autodirigida e informal aqui.

Redes

Agile Learning Centers (ALCs)

Acesse o mapa da rede dos ALCs aqui.

Conheci os ALCs pesquisando para o livro do doutorado informal. Anos depois, participei da primeira formação de facilitadores da América do Sul e me encantei. Em poucas palavras, Agile Learning Centers ou Centros de Aprendizagem Ágil são pequenas comunidades de aprendizagem intencionais que utilizam ferramentas ágeis para potencializar o aprendizado autodirigido. A rede dos ALCs está presente em vários países e evolui constantemente a partir da ação-reflexão de seus membros. No Brasil, sou um dos cofundadores do ALC São Paulo e, atualmente, pessoas como a Juliana Machado, a Su Verri e a Isa Bertelli estão liderando iniciativas incríveis. E o que mais gosto em fazer parte da rede dos ALCs é que ela conjuga doses exatas de autonomia e estrutura. Os membros aprendem uns com os outros em canais virtuais e imersões ao redor do mundo. Não há imposições do tipo “faça isso” ou “faça aquilo”. Mas existem princípios, combinados e uma linguagem que nos unem de forma poderosa.

Acesse o site dos ALCs aqui. Na página principal tem um formulário que você pode preencher caso queira receber os e-mails da rede (recomendo).

O que mais eu recomendo no site:

  • A página principal possui vários conteúdos explicando os princípios dos ALCs. Não deixe de ver a Árvore Ágil (The Agile Tree).
  • Se quiser ir mais a fundo, baixe o Starter Kit para entender como iniciar seu próprio ALC. Para acessar, é só ir no menu “get involved”, clicar em “Starter Kit & Membership” e preencher um formulário.

Leia um texto que escrevi sobre a rede dos ALCs aqui.

Ecoversities Alliance

Acesse o mapa da rede de Ecoversities aqui.

Estive em Udaipur, na Índia, para participar do Ecoversities Global Gathering em 2018 . Fui acompanhando a Luana e a Mariana, duas adolescentes do projeto Âncora que fizeram uma campanha de financiamento coletivo para custear a viagem pra lá. Elas estavam pesquisando modelos de universidade inovadores — no Âncora, cada estudante tem seu próprio projeto de pesquisa — e precisavam de um adulto responsável para ir com elas. Não sei exatamente qual era a definição de “responsável” que elas procuravam, mas de qualquer forma, acabei sendo escolhido. As Ecoversidades são um conjunto de pessoas, comunidades e universidades livres em diferentes países conectadas por princípios comuns. A pergunta básica é: “como a universidade seria se ela estivesse a serviço de nossas diversas ecologias, culturas, economias, espiritualidades e da Vida no contexto da nossa casa planetária?”

Acesse o site da Ecoversities Alliance aqui. No final da página principal, tem um formulário caso você queira começar a receber os e-mails da rede (recomendo).

O que mais eu recomendo no site:

  • No menu, clique em “ecoversities” para acessar uma lista das iniciativas que já fazem parte da rede. Tem muita coisa boa!
  • Se quiser ir mais a fundo, acesse a parte de “publications”. São vários artigos e vídeos produzidos por membros das ecoversidades.

Leia um texto que escrevi sobre o Ecoversities Global Gathering aqui.

Alliance For Self-Directed Education (ASDE)

Acesse o mapa da rede de iniciativas de educação autodirigida aqui.

Eu gostaria de ter conhecido essa rede mais cedo, mas o fato é que ela foi criada há pouco tempo mesmo. A ASDE é uma iniciativa para unificar o movimento da educação autodirigida no mundo. Se você reparar bem, as outras duas redes que mencionei acima (ALCs e Ecoversities) são conjuntos de projetos dos quais grande parte se serve do aprendizado autodirigido. Mas cada uma delas possui outras características que as tornam bastante singulares. A ASDE busca conectar esses movimentos e, a partir disso, fortalecer a pauta da autodireção no debate educacional. A variedade de iniciativas com potencial para operar a partir da educação autodirigida é grande:

  • Agile Learning Centers
  • Famílias que praticam homeschooling/unschooling
  • Escolas democráticas
  • Ecoversidades (e alguns programas dentro de universidades tradicionais, como o DeCal, na Universidade da Califórnia)
  • Bibliotecas (pode parecer estranho, mas com um pouquinho de esforço, bibliotecas podem se tornar incríveis centros de aprendizagem)
  • Espaços maker
  • Centros comunitários/culturais

Acesse o site da ASDE aqui. Na página principal tem um formulário que você pode preencher caso queira receber os e-mails da rede (recomendo).

O que mais eu recomendo no site:

  • A revista online Tipping Points publica artigos de várias pessoas que estão conectadas à Aliança. É uma fonte riquíssima de conhecimento sobre aprendizado autodirigido. Muitos artigos são em inglês, mas recentemente a rede tem feito um esforço para trazer materiais em outros idiomas. Para acessar, clique em Tipping Points no menu principal.
  • Dentro do menu “Resources”, vale ler dois artigos que introduzem muito bem o tema da aprendizagem autodirigida: “Intro to Self-Directed Education” e “Optimizing Conditions for SDE”.

Projetos (BÔNUS)

Enrol Yourself

Projeto do Reino Unido baseado na ideia de maratona de aprendizagem (learning marathon). Grupos pequenos de pessoas se reúnem durante um período de 6 meses para sustentar jornadas de aprendizado autodirigido. Durante esse tempo, eles contam com encontros facilitados, suporte mútuo, troca de conhecimento/experiências e comprometimento para persistirem em seus caminhos. Ao final, apresentam seus projetos em um evento de showcase com todo o grupo reunido e convidados.

Acesse o site do Enrol Yourself aqui.

Leia minhas anotações a partir de uma conversa com Zahra Davidson, cofundadora do Enrol Yourself, aqui (em inglês).

Open Master’s

Com um conceito muito semelhante ao doutorado informal, o Open Master’s surgiu nos Estados Unidos e apoia pessoas que querem realizar “mestrados abertos”. Esse apoio ocorre por meio da formação de pequenas comunidades de aprendizado autodirigido, mentorias e ferramentas específicas. O mestrado aberto é um formato que te permite criar sua própria educação em torno de uma visão a respeito de quem você quer se tornar. Ao longo do processo, a ideia é costurar todas as coisas necessárias para chegar lá: cursos, trabalhos, pesquisas, viagens, estágios, projetos etc. Um dos materiais desenvolvidos pelo Open Master’s, o Wayfinder Kit, é uma das referências mais incríveis que já vi para quem quer trabalhar com aprendizagem autodirigida.

Acesse o site do Open Master’s aqui.

Acesse um dos materiais do Wayfinder Kit aqui (em inglês).

Espera! Não vai embora ainda.

Por isso, se você curtiu esse material, se você odiou, se você vai fazer algo de útil a partir dele, se não vai, eu QUERO MUITO saber.

Me escreve no alex@alexbretas.com e me conta tudo. É muito importante pra mim.

Ou então, melhor ainda. Eu te desafio a fazer seu próprio CEP+R. Quais são as fontes de aprendizagem mais importantes na SUA jornada?

Faz e me envia. Quero publicar os melhores nos próximos e-mails pra minha lista. É uma ótima forma de organizar e compartilhar conhecimento.

E aproveita e me diz também sobre o que mais você quer que eu escreva. Quero produzir coisas realmente úteis e importantes pra você.

E se você ainda não está na minha lista de e-mails, é só clicar aqui para se cadastrar. É a melhor forma de manter contato direto comigo.

Seguimos conectados, sempre.

Alex.

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com