Duas perguntas e um convite para nos unir frente ao coronavírus

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Para saber mais, leia o texto abaixo.

Tragédia anunciada. Tragédia que já é realidade em outros países.

Eu nunca quis concordar tanto com bolsonaristas quanto agora. Alguns deles dizem que coronavírus não mata ninguém. E que tudo isso é apenas “fantasia” da mídia.

Como eu queria que fosse simples assim…

Fiquei distante das redes por um tempo. Estava — e estou — tentando compreender o que está acontecendo. Estou com medo do que está por vir, não por mim, mas por quem vai pagar o preço disso.

Muitos já estão pagando. Basta ler a série de tweets de Jason Yanowitz retratando o depoimento de um italiano. Os textos foram traduzidos por Estevão Rolim e estão disponíveis aqui.

O principal ponto dos tweets aponta para a inocência da população italiana duas semanas atrás, inocência que foi sendo convertida em confusão e angústia a cada novo passo nas ruas.

Em um país onde o presidente aperta centenas de mãos de manifestantes enquanto deveria estar de quarentena, corremos sério risco de cair na armadilha da inocência.

E a inocência, nesse caso, é um eufemismo para ignorância.

Informações nós temos, mas é preciso analisar com cautela as fontes. Nunca foi tão importante aprender a fazer curadoria para se situar em relação ao que está por vir.

Tenho consultado especialmente os artigos do The Intercept Brasil, do El País e do The Guardian para me atualizar com as últimas notícias.

Vale mencionar também alguns conteúdos específicos que conectam a questão do vírus com outras pautas relevantes. A BBC, por exemplo, publicou um texto sobre como cuidar da saúde mental durante a crise. O Conrado Schlochauer listou sugestões para que empresas incentivem o aprendizado de seus colaboradores mesmo sem treinamentos presenciais. O Institute For The Future (IFTF) enviou uma newsletter abordando como a pandemia já está impactando o futuro da humanidade.

A sensação que eu tenho é que não dá pra se desconectar totalmente do tema, por mais que tentemos. Estamos emocionalmente cabisbaixos, ansiosos, alguns de nós com raiva, muitos de nós literalmente isolados.

Por um lado, me pergunto: como dar conta do que queremos e precisamos fazer diante de tudo isso? Por outro, uma pergunta quase oposta emerge: como ampliar nossa visão e aprender com o que está acontecendo?

Esse é o dilema que se apresenta. Por um lado, buscamos escapulir do assunto, por outro, desejamos nos aprofundar nele.

A primeira pergunta surge porque está díficil manter o foco. Queremos evitar que nossas vidas sejam paralisadas pelo coronavírus tanto quanto evitamos contraí-lo.

A segunda aparece porque essa é uma situação nova, e por isso mesmo ela carrega um potencial enorme de aprendizagem, evolução de consciência e transformação.

Talvez não seja uma pergunta OU outra, mas sim uma E outra. É preciso integrar com leveza a dura realidade que enfrentamos, mas sem cair em oportunismo.

A palavra crise originalmente significa “momento de decisão e mudança súbita”. A mudança está em curso: quais decisões tomaremos?

Participe da conversa

Paradoxalmente, um inimigo que gera isolamento pode também gerar comunidade. Tenho visto muita gente se unindo, grupos se formando e trocas de conhecimento acontecendo, quase tudo online.

Minha intenção ao compartilhar essas duas perguntas com você é ampliar nosso poder coletivo. Por isso, não pretendo respondê-las, pelo menos não agora.

Quero saber o que você pensa ou sente sobre o que está acontecendo nesse momento. É por meio da escuta que conseguiremos ativar nossa inteligência coletiva.

Como dar conta do que queremos e precisamos fazer diante de tudo isso? Como ampliar nossa visão e aprender com o que está acontecendo?

Contribua com suas respostas neste link.

Publicarei um compilado das melhores na semana que vem.

Agradeço especialmente à Marcelle Xavier por várias das ideias contidas neste texto. Confiram o trabalho dela, é incrível!

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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