Me diagnostica, por favor?

Cá entre nós, a gente adora ser diagnosticado.

Desde horóscopo a testes de personalidade, passando por diagnósticos de “gaps” da organização em projetos de consultoria, nossa cultura é viciada nisso.

Não estou falando de receber o diagnóstico de uma doença. É mais sobre a mania de querer que um outro nos conheça melhor do que nós mesmos.

E que esse outro apresente uma versão simplista do nosso funcionamento, já deixando claro o que temos que começar a fazer e o que temos que deixar de fazer.

Todos nós temos um anseio por sermos compreendidos, vistos, aceitos. Da mesma forma, também temos a necessidade de descobrir o que se passa conosco, pois assim teremos mais pistas sobre como agir.

Acontece que a estratégia de receber um diagnóstico às vezes é problemática, uma vez que:

1. Pode nos fazer acreditar em determinadas características fixa e reducionistas, “congelando” nossa personalidade e dificultando a autodescoberta

2. Nos leva a confiar excessivamente em soluções externas que talvez não se encaixem na nossa vida, apenas no diagnóstico (e com frequência pagamos por elas)

3. Pode contribuir para alimentar o “mito do especialista”, que afirma que somente um outro mais gabaritado é capaz de resolver nosso problema

Como você lida com diagnósticos?

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com