O que o Chorão do Charlie Brown Jr. pode nos ensinar sobre autodireção

Recentemente, assisti ao documentário “Chorão — Marginal Alado”, que conta a história de um dos maiores ícones do rock brasileiro dos anos 90 e 2000.

Sem entrar em uma discussão moral a respeito de como Chorão viveu sua vida, achei interessante algumas passagens que mostram como ele cultivava uma crença na autodireção das pessoas.

No trecho abaixo, ele diz para uma fã que “ele é só um reflexo do que já está dento dela” e que “tudo que ela precisa já habita em seu coração”.

Ok, pode soar clichê. Mas eu não esperava que isso fosse sair da boca dele.

Acredito que essa provocação que o Chorão traz para a Carol é útil para todos nós em nossas relações com pessoas que nos inspiram.

Na aprendizagem autodirigida, podemos ter tantos mestres quanto quisermos. O mundo é a nossa escola. Mas é fundamental perceber que o verdadeiro poder não está em nenhum mestre, em nenhuma mensagem externa, em nenhuma garrafa flutuando no mar, em nenhum guru.

O poder está em nós mesmos, e ele é revelado a partir do momento em que nos conectamos com o outro não por uma via assimétrica, e sim como simples seres humanos.

Com os mestres, é preciso sempre “confiar desconfiando”. E, acima de tudo, testar e fazer sentido por conta própria.

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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