O que vivi no Deep Springs College — Califórnia, EUA

Fonte: Deep Springs College.

O Deep Springs College tem três pilares oficiais: autogestão, trabalhar numa fazenda e exploração intelectual. Viver em comunidade é às vezes mencionado como um quarto pilar e o isolamento num lindo deserto também parece ser um ingrediente fundamental (tem até nome: “a voz do deserto”).

A vida aqui alterna entre estar engajado num curso ou num estudo independente, trabalhar na roça quatro horas por dia e participar das reuniões do Corpo de Estudantes (CB) ou trabalhar num comitê específico como Admissões ou Currículo. As reuniões do CB são processos muito bem azeitados de tomada de decisão democrática.

Os alunos — por volta de 30 — alimentam os animais, andam a cavalo, dirigem tratores, reparam caminhões, irrigam o campo, fazem comida, lavam a louça e organizam todo esse trabalho sozinhos. Eles também têm conversas profundas sobre a existência humana, aprimoram suas habilidades de escrita e oratória, fazem longas caminhadas e dormem sob as estrelas. Os jovens que eu conheci parecem brilhantes e muito bem articulados em conversas sofisticadas, além de serem muito maduros, pragmáticos e fortes emocionalmente… uma combinação que você raramente encontra em qualquer idade, menos ainda aos 22 anos.

Me senti teletransportado para o meu filme de educação favorito (Imagine a School… Summerhill), só que com estudantes universitários. Acredito que o mundo pode aprender muito com essa minúscula e isolada faculdade, que está prestes a completar 100 anos de existência.

Tradução livre do original postado pelo Traian no Facebook.

Saiba mais sobre mim em www.alexbretas.com.

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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