Os problemas do “foco no resultado”
Dia desses, vi um slogan na propaganda de um candidato:
“Meu compromisso é com o resultado”.
Fiquei com vontade de responder: “e o meu é com o processo”.
A narrativa do “foco no resultado”, embrenhada não apenas no meio corporativo/profissional, mas também em nossas vidas pessoais, apresenta diversos problemas:
- É o processo que gera resultado. Cuide bem do processo, viva-o em sua integridade, e você terá resultados. “Corrija as entradas, e as saídas se corrigirão” (James Clear)
- Se o foco em “resultados” é excessivo, o resultado pode não sair como planejado. (Premie a redução de assassinatos e possivelmente você terá policiais dizendo que corpos com várias marcas de bala encontrados em um córrego são… afogamentos — sim, é bizarro, mas eu já vi ocorrer)
- “Resultado” é a palavra mais vaga que existe. O que é um ótimo resultado para certas pessoas é um resultado ruim para outras (mesmo com métricas e indicadores, pois existem diversos ângulos sob os quais podemos enxergá-los).
- Anseie demais por um resultado e você perderá de vista toda a riqueza de possibilidades da caminhada — que inclusive poderia te levar, caso você estivesse olhando, para lugares muito mais criativos e potentes do que aquele resultado empoeirado.
Tenha intenções, cultive rotinas, dedique-se a saborear o processo…
…E não frite tanto com os resultados.
Obs.: a Adriana Costa, minha amiga e fundadora da Residência Criativa, iniciou em setembro um podcast sobre processos criativos. E ela é uma pessoa extremamente criativa, então eu recomendo super :)
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