Querida, não sei se entendi a primeira parte do seu argumento. Me conta mais sobre o que você pensou?

Pra mim, o fato de as famílias com condição econômica menos favorável precisarem trabalhar para sobreviver é reflexo justamente de um desequilíbrio de privilégio. Famílias que conseguem ter mais tempo para fazer todas essas coisas que você disse, ao meu ver, são privilegiadas.

Quanto à questão dos pais que pagam poderem ter mais voz nas escolas de seus filhos, pode até ser, mas escolas públicas também têm meios de suscitar esses espaços de escuta. Além disso, vejo que existe um risco de que a relação entre pais e escola privada torne-se distorcida — uma escuta teimosa, apelativa, manca — por conta do caráter de consumo presente no ato de se pagar por um serviço.

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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