Resumo e reflexões do podcast de Piero Formica sobre Creative Ignorance

Link: http://blog.sutra.co/2019/02/25/piero-formica-on-creative-ignorance

  • Ignorância criativa (creative ignorance): a importância de não saber e o perigo de cair nos “buracos” ou “armadilhas” do conhecimento (arrogância, ultraespecialização/isolamento, resposta única/verdade absoluta, etc)
  • Escolas são baseadas em ensino, não em aprendizagem. É preciso reimaginar/reinventar as escolas
  • Escolas e universidades deveriam ser lugares para experimentar a imaginação
  • Unreasonable Group
  • Na escola, você é recompensado por saber. E o não saber? E a curiosidade?
  • Os últimos séculos foram séculos marcados pela padronização, não só em relação a produtos, mas em relação ao pensamento e à imaginação
  • Abordagem de Formica como educador: “se você repetir na prova o que eu digo, você não será aprovado. Você precisa construir em cima do que eu digo”. É preciso que o estudante crie seu próprio glossário de conceitos. Aprender em vez de ser ensinado. Questionar respostas padrão. Existem milhares de respostas possíveis para qualquer pergunta. É necessário aprender a usar a imaginação
  • A tarefa do educador deve ser a de gerar “conflitos cognitivos”, isto é, discordâncias/divergências positivas. Isso gera novas ideias
  • No início, uma inovação radical geralmente é muito ruim. O educador/facilitador questiona as hipóteses do estudante/empreendedor que está criando uma nova solução: “você está me dizendo que essa solução gera X, Y e Z, mas… será?” Instilar dúvidas. Mas sempre com humildade: “é minha dúvida, eu não sei se ela faz sentido”.
  • Ler/consumir conteúdos de várias áreas simultaneamente e fazer uma leitura transversal de tudo. Ajuda a não cair nas armadilhas do conhecimento
  • STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics) >>> STEAM (Arts)
  • Padronização implica em uma educação organizada em disciplinas
  • O que poderia fazer um pequeno grupo de pessoas que pratica o “não saber” junto?
  • Conversação: dançar juntos. Clubes de conversação (personalidades como Voltaire e Benjamin Franklin participavam). A sociabilidade espontânea que gera inovação acontece em conversas estilo café, não em uma hierarquia (ambientes semiestruturados). Uma coleção de pessoas com diferentes perfis e papéis na sociedade, quando juntas, podem fazer coisas grandiosas. Ex: Sociedade Lunar
  • Em um exercício de conversação, uma forma de estimular a criatividade é criar grupos de diferentes temas e pedir às pessoas para mudarem de tema a fim de se ter uma polinização cruzada (tipo World Café)
  • “Esqueça os estudos de caso”. “Estudos de caso são uma armadilha”.
  • Use sua atenção difusa (“atenção parcialmente desordenada”): exemplo do cientista que descobriu a penicilina (não era muito bom em limpar o laboratório e acabou descobrindo “por acaso”). Serendipidade
  • Não é possível fazer experimentos com verdades, somente com hipóteses. Por isso, Formica sugere que seus alunos leiam seus livros somente depois das aulas, e não antes, para não criarem um viés a partir de sua autoridade

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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