Roda de Necessidades Humanas: uma dinâmica que ajuda a enxergar o que nos une, para além do que nos separa

Aprendi com o Sergio Luciano e a Laura Claessens, da Colibri. Se você faz parte de um grupo — e todos nós fazemos, seja em uma organização, na família ou com amigos — , eu recomendo fortemente que você proponha essa experiência para as pessoas que estão junto contigo.

É simples, rápido e não precisa de nenhum material.

Existe uma conexão forte com a Comunicação Não-Violenta, dado que a atividade contribui muito para que vejamos o que está por trás dos gostos/preferências/escolhas de cada um.

Objetivo: explicitar aos participantes o quanto as necessidades humanas são universais, o que varia são apenas as estratégias utilizadas por cada pessoa/cultura para satisfazê-las.

Instruções:

  • O grupo começa fazendo um círculo em pé com todos os participantes.
  • O facilitador pede, então, para que cada um pense em algo que adora fazer.
  • Pede-se para que um voluntário se posicione no centro da roda. Essa pessoa revelará para o grupo o que pensou (ex.: “eu adoro andar de bicicleta pela cidade”).
  • O facilitador orienta a todos que estão na borda do círculo para que se aproximem ou se afastem da pessoa do centro, de acordo com o nível de identificação de cada um em relação ao que ela revelou que adora fazer (se eu gosto muito, vou ficar pertinho, se odeio aquilo, vou ficar bem longe). Com isso, a roda irá adquirir outro formato. Todos contemplam por um momento, em silêncio, a configuração.
  • Em seguida, o facilitador faz algumas perguntas para a pessoa no centro: “Você poderia me contar mais sobre o que isso que você adora provoca em você? Por que você gosta tanto de fazer isso?” Após a pessoa responder, uma última pergunta: “Que necessidades suas estão sendo atendidas quando você se permite viver isso?”
  • Depois que a pessoa no centro clarificou que necessidades suas estão associadas à experiência que relatou, o facilitador propõe que as pessoas ao redor refaçam sua movimentação de aproximação ou afastamento em relação a ela, mas agora focando nas necessidades que foram manifestadas. “Em que medida eu também preciso/valorizo isso que essa pessoa compartilhou que está por trás do que ela adora fazer?” Um outro arranjo espacial surgirá, e provavelmente as pessoas estarão mais próximas do centro do que antes.
  • Após a vivência, ainda em pé, o facilitador pode colher algumas percepções sobre o que se passou: “O que aconteceu aqui?” “O que está por trás dessa mudança que observamos?” “Como podemos aplicar isso no nosso dia-a-dia e na nossa atuação profissional?”

E aí, gostou? Me conta depois como foi com o seu grupo!

Para saber mais sobre mim, acesse o site www.alexbretas.com.

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com