Tudo pode ir por água abaixo a qualquer momento

Alex Bretas
1 min readNov 14, 2022

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Certa vez, vi um monge recomendando pensar na morte todo dia ao acordar.

Isso, de certo modo, validou um hábito que carrego comigo há anos: contemplar a impermanência com frequência. Imaginá-la. Ficar amigo dela.

Tudo pode desmoronar a qualquer tempo: nossos relacionamentos, nossos corpos, nossos bens e, possivelmente, nossas próprias existências.

Mark Epstein, psicoterapeuta e estudioso do budismo, propõe diferenciar entre “desejo” e “apego”.

O desejo é uma esfera fundamental humana. Não pode ser eliminado, sob pena de retornar de maneiras menos saudáveis e mais assustadoras.

Precisamos do desejo para imaginar, aprender e criar. A curiosidade, por exemplo, é um desejo por saber.

O apego, por outro lado, é fixação. Nos domestica. Viramos escravos dele.

Em um dos livros do Epstein, há uma metáfora muito interessante sobre como as pessoas podem segurar uma moeda nas mãos.

Você pode segurá-la com o punho bem rígido e fechado. Ou pode também segurá-la com a mão aberta, imprimindo delicadeza e movimento.

Essa é a diferença entre apego e desejo.

Como você está segurando suas moedas?

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Alex Bretas
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Written by Alex Bretas

Alex Bretas é escritor, palestrante e fundador do Mol, a maior comunidade de aprendizagem autodirigida do Brasil. Saiba mais em www.alexbretas.com.

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