Um exemplo claro da NÃO abertura para aprender

Alex Bretas
2 min readFeb 9, 2022

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Como talvez você já saiba, tenho me aventurado em outros territórios de aprendizado, dentre eles o de relações não convencionais.

Em janeiro, publiquei um texto no O Futuro das Coisas sobre ciúme e, como eu já esperava, recebi alguns comentários um pouco arredios.

Um deles pode ser lido abaixo:

“Olha por mais que você seja livre para falar agir eu não concordo com relacionamento aberto se não consegue ficar só com quem se casou ou namora então fique só é pegando quem quiser respeito é uma parte do caráter trair é um ato nojento desprezível eu particularmente não aceito jamais ninguém é dono de ninguém mas essa de permitir que o outro tenha outros relacionamentos não pode haver amor”.

É engraçado como as pessoas se acham donas da verdade.

Imagino que, para a pessoa que escreveu o comentário, estar em um relacionamento aberto/não monogâmico não seja uma possibilidade.

Até aí tudo bem.

O problema começa quando essa mesma pessoa iguala a sua experiência/significado à experiência/significado do outro.

“Mas essa de permitir que o outro tenha outros relacionamentos não pode haver amor”.

Não pode? Pra quem?

Quando acreditamos que o outro precisa pensar e agir como a gente, que o outro dá significado ao mundo das mesmas formas que a gente, nós trucidamos o outro.

Simplesmente negamos a ele a possibilidade de existir.

“Tem que” ser assim, “tem que” fazer desse jeito, e por aí vai.

Arrogância pura.

Costumo falar muito nas minhas palestras e textos sobre a importância de se estar aberto para aprender.

O comentário acima é um exemplo claro do contrário.

“A visão de mundo mais perigosa é a daqueles que não viram o mundo” (Alexander von Humboldt — aprendi com o Leandro Karnal).

Saiba mais sobre mim em www.alexbretas.com.

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Alex Bretas
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Written by Alex Bretas

Alex Bretas é escritor, palestrante e fundador do Mol, a maior comunidade de aprendizagem autodirigida do Brasil. Saiba mais em www.alexbretas.com.

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