Cultura de aprendizagem: como as organizações podem resgatar a capacidade inata das pessoas de aprender

  • Relacionamentos: o valor de conhecer e se conectar com outras pessoas da organização as quais, de outra forma, talvez ele não conhecesse.
  • Recuperação: o valor de sair da sua mesa de trabalho e fazer algo diferente e potencialmente mais prazeroso, ainda que por um breve momento.
  • Reconhecimento: o valor de completar um curso e obter um certificado, tornando-se mais reconhecido perante seus pares e pela organização.
  • Recompensa: o valor de ter sido um dos “escolhidos” para o treinamento, fazendo o participante se sentir especial e recompensado pelo trabalho que realiza.

“Se não tem uma seta enorme dizendo ‘ISSO É UM CURSO!’, então não se aprende”. (Conrado Schlochauer)

  • Aprendizagem autodirigida individual: quando, diante de um problema, desafio, oportunidade ou interesse, criamos movimentos e jornadas para aprofundar saberes e/ou criar novos projetos.
  • Aprendizagem autodirigida social: quando aproveitamos o fato de estarmos conectados a diferentes redes de pessoas para beber de suas experiências, visões, conhecimentos e curadorias; e também quando criamos intencionalmente ações coletivas — encontros, grupos, comunidades — com o objetivo de aprender.
  • Falta de autonomia para resolver desafios, identificar oportunidades de melhoria e/ou buscar os próprios interesses (às vezes a pessoa nem sabe o que a interessa de fato depois de tanto tempo sendo moldado pelos interesses e expectativas dos outros)
  • Falta de tempo reservado na agenda para aprender (porque tudo é pra ontem e é uma reunião atrás da outra)
  • Falta de conexão entre pessoas e áreas (talvez alguém da empresa que eu nem conheça já tenha passado por um desafio parecido, mas se eu não sei que ela existe, então é impossível acessá-la)
  • Insegurança psicológica (aprender tem a ver com se vulnerabilizar, e se esse tipo de interação não está disponível, a aprendizagem social fica debilitada)
  • Supervalorização da conformidade (que cria “autômatos” excelentes em reproduzir o que se espera deles, mas péssimos em entrar em contato com suas próprias áreas de força e crescimento)
  • Supervalorização do sucesso (que nos deixa ansiosos para bater as metas e nos faz “varrer para debaixo do tapete” os fracassos, retirando-nos a oportunidade de encará-los de frente e aprender com eles junto de outras pessoas)

Referências

  • Agile L&D With Tracey Waters. The Learning & Development Podcast. Disponível aqui.
  • Demonstrating the Value of an Organization’s Learning Culture: The Dimensions of the Learning Organization Questionnaire. Victoria J. Marsick e Karen E. Watkins. SAGE Journals. Disponível aqui.
  • Why Organizations Don’t Learn. Francesca Gino e Bradley Staats. Harvard Business Review. Disponível aqui.

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TEDx Speaker | Autor | Facilitador de comunidades de aprendizagem autodirigida — www.alexbretas.com

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Alex Bretas

Alex Bretas

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